Cuidados com a piscina durante o inverno

Cuidados com a piscina durante o inverno

Quem tem uma piscina em casa sabe muito bem as vantagens que ela pode proporcionar… relaxar em dias quentes, curtir com os filhos, fazer festas com os amigos. Mas, para ser uma diversão segura, não é segredo que, independentemente da frequência de uso, é fundamental garantir que a manutenção de piscinas esteja em dia, a fim de evitar problemas.

Mas no inverno, é preciso seguir os mesmos cuidados com a manutenção de piscinas?

Muitos acreditam que manter os cuidados de forma regular só é necessário nos períodos quentes do ano. O que é um grande erro, uma vez que a manutenção da piscina deve ser feita até mesmo nos dias frios.

É claro que é possível aproveitar a piscina nos dias de inverno, mas não é sempre que temos pessoas corajosas para encarar esse desafio não é mesmo!? Mesmo a frequência de uso sendo menor, os cuidados com a limpeza e com o tratamento da água devem ser mantidos com frequência.

Além de ser um cuidado essencial para garantir o bem-estar de todos, a manutenção da piscina é importante para a sua saúde financeira, afinal, é mais barato manter tudo em dia do que realizar tratamentos de choque para tentar recuperar a qualidade da água.dipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

Problemas comuns e como reconhecê-los

Água verde

As chuvas e os ventos, mais frequentes em climas mais frios, podem acabar gerando acúmulo de folhas, galhos e insetos na água. Além disso a falta de tratamento da água também pode resultar nesse tipo de problema

A limpeza periódica e o tratamento da água são fundamentais para evitar a proliferação de algas e de larvas, que podem transformar a piscina em um potencial foco de doenças. Para ser benéfica ao banho, a água deve estar sempre límpida e cristalina.

Como corrigir?

Verifique a alcalinidade do pH e corrija se necessário. Aplique uma supercloração com cloro desejado e deixe recirculando por 1 hora. Depois aplique um decantador (sulfato de alumínio) ou algicida de choque na dosagem de 7 a 10 ml/m³ e deixe recircular por duas horas.

Se a água estiver “colorida” (metais)

Verifique o cloro (ele precisa estar abaixo de 1ppm). Aplique o controlador de metais na dosagem de 15 a 50 g/m³, deixe filtrar por 8 horas e depois retrolavar o filtro. Repita o processo de filtração por 4 dias. Nestes dias, não podem ser adicionados outros produtos na piscina. Depois deste período, volte ao tratamento habitual.

Se a água estiver turva (leitosa)

Característica de material em suspensão ou pH e alcalinidade altos. No primeiro caso, basta uma decantação (com Sulfato de Alumínio). Se for desajuste do pH ou alcalinidade, corrigir com o produto indicado e depois filtrar com o auxílio de um clarificante.

Outros cuidados fundamentais para manter a piscina limpa durante o inverno

Não esvazie a piscina

O desejo da praticidade leva muita gente a pensar que a melhor maneira de manter a piscina no inverno livre de problemas é esvaziá-la.

Na verdade, essa atitude pode trazer graves prejuízos à estrutura, independentemente do material. Para as piscinas de alvenaria o problema são as fissuras, que provocam vazamentos e fazem com que o revestimento de ladrilhos corra o risco de se soltar.

Portanto, a manutenção da piscina é a melhor maneira de mantê-la sempre pronta e economizar, evitando reparos e investimentos desnecessários.

Cubra a Piscina

A cobertura de piscina é importante para evitar que caiam folhas, insetos e outros resíduos, além de impedir que o nível e equilíbrio da água se alterem caso chova.

Mas atente-se aos cuidados com a lona também, se a cobertura ficar com muita sujeira e grande nível de água, é importante fazer uma limpeza para evitar o excesso de peso nela e acúmulo ou proliferação de insetos.

Limpeza constante, se possível semanalmente

Como já mencionado anteriormente, a sujeira pode acarretar no aparecimento de bactérias e algas. Por isso, mantenha o piso e os azulejos sempre limpos, além de remover sujeiras mais visíveis, como folhas e insetos. E também não esqueça de filtrar a água!

Deixe a água equilibrada

No inverno, o pH e alcalinidade da água tendem a variar bem menos, mas nem por isso os produtos de limpeza devem ser deixados de lado. Aplique o cloro e os corretivos de pH de acordo com os resultados do teste de controle da água uma vez por semana. Um bom algicida também é bastante indicado para evitar o aparecimento de algas, que deixam a piscina com tons diferentes ao que deve ser: Cristalina.

Cuidado com os dispositivos

Desligue os aparelhos como bombas, robôs, temporizadores e sistema de aquecimento (caso não vá utilizar a piscina). Aproveite que os dispositivos como filtro, motor e bomba não estarão sendo usados para limpar e fazer a manutenção necessária.

Reduza o nível da água

Com as baixas temperaturas, as moléculas da água se expandem e podem fazer com que a sua piscina acabe transbordando. Por isso, o ideal é deixar a água pelo menos 50cm abaixo do skimmer (aquela caixinha que capta as impurezas). Mas não esvazie por completo, já que é a água que mantém o revestimento da piscina devidamente hidratado.

Deixe a canalização vazia

Este passo é extremamente importante. Existem bombas de ar ou de água para tirar a água que ficou na canalização, e você também pode usar a bomba da própria piscina para isso. Feche as saídas de água, como o ralo

Independente do clima, cuidados com a manutenção de piscinas é fundamental para garantir a diversão em qualquer momento, no verão e no inverno para os mais corajosos.

Impermeabilização de Piscinas

A impermeabilização é indispensável para qualquer área ou superfície que tenha contato com água ou umidade, especialmente as piscinas.

Quem já viu situações de vazamentos de piscinas sabe o quanto essa situação pode trazer transtornos e prejuízos, não é verdade? Problemas como esse afetam toda a estrutura do local e, por isso, é importante que a prevenção seja bem pensada desde a etapa do projeto para a construção desse ambiente.

A importância de impermeabilizar a piscina

A impermeabilização é uma técnica aplicada para impedir que a água, a umidade e outros fluidos possam atravessar estruturas. É um processo comum em lajes, terraços e outras superfícies que ficam expostas às ações climáticas do ambiente.  E, é nesse sentido, que a impermeabilização da piscina também é fundamental na construção de piscinas de alvenaria. 

Afinal, por mais que a estrutura de alvenaria e o revestimento sejam construídos e instalados de maneira adequada para garantir estanqueidade, vazamentos podem acabar aparecendo com o tempo, especialmente se o espaço não for impermeabilizado. E esse pode ser o início de vários outros problemas, como a contaminação da piscina, surgimento de manchas nas paredes e no fundo, aumento do consumo de água e etc. 

Mas o processo de impermeabilização é o mesmo para todos os tipos de piscina?

A resposta definitivamente é NÃO! Ao contrário do que se pensa, cada piscina exige um tipo de produto impermeabilizante – e vários detalhes influenciam no projeto, como: o local, o tipo e a inclinação do solo, a quantidade de água ou umidade prevista para o ambiente, a condição das estruturas, até a utilização interna ou externa. 

O Instituto Brasileiro de Impermeabilização também orienta a prestar atenção no tipo de apoio da piscina – enterrada, semienterrada, apoiada no solo ou elevada -, para realização do projeto. Para alguns arquitetos, a profundidade e o tamanho também impactam na decisão sobre qual tipo de impermeabilização usar, principalmente em piscinas muito grandes e fundas que tenham juntas de dilatação estrutural. Nesses casos, exige-se um projeto de impermeabilização específico.

No caso das piscinas novas, essa etapa deve seguir um roteiro composto por uma prova de carga inicial, pelo mapeamento e correção de fissuras na estrutura, por um estudo impermeabilizante, uma prova de carga de teste e, por fim, pela proteção mecânica de todo o espaço.

Qual processo escolher?

Existem vários tipos de impermeabilizantes que, como vimos, devem ser aplicados de acordo com as características da piscina e do local de instalação. Alguns exemplos são as argamassas flexíveis, membranas de poliuretano, mantas asfálticas e as mantas líquidas.

Para Piscinas de concreto enterradas:

  • Argamassas poliméricas: Para prevenir infiltrações provenientes do lençol freático e combater a umidade ascendente, ideais para impermeabilização de subsolos, cortinas, poços de elevadores, muros de arrimo, baldrames, paredes internas e externas, pisos frios em contato com o solo, reservatórios de água potável, piscinas em concreto enterradas e outras estruturas sujeitas a infiltração do lençol freático. 

Piscinas de concreto elevadas ou estruturas mistas de concreto e alvenaria estrutural:

  • Aplicação de dupla manta asfáltica estruturada com poliéster (não tecido): As mantas asfálticas garantem a perfeita impermeabilização de áreas frias, terraços, lajes, calhas, reservatórios, piscinas, etc. Totalmente impermeáveis, duráveis e flexíveis, as mantas possuem diferentes características técnicas para atender às necessidades dos locais onde serão instaladas. 
  • Destaque também para a massa epóxi: De fácil aplicação, o produto pode ser preparado pelo próprio consumidor, a partir da mistura dos dois componentes da massa, com o cuidado de ter as mãos sempre umedecidas. A superfície deve estar limpa, sem poeira, óleo, graxa ou outro tipo de material. No caso de piscinas, pode ser usado tanto para reparo em piscinas de azulejo, como de vinil.

Um passo a passo

Antes de impermeabilizar a piscina, é importante regularizar toda a superfície conforme a norma NBR 7200, que rege esse tipo de procedimento, e após a cura da argamassa, todos os canos instalados precisam ser tampados para o enchimento da piscina, garantindo que a estrutura seja acomodada com o peso da água. Essa etapa é primordial para que, caso haja algum problema na argamassa de regularização, ela seja corrigida antes da aplicação do impermeabilizante.

Esse tipo de impermeabilização é feito no momento da construção da piscina, por meio da aplicação de uma camada de produto impermeável sobre a argamassa de regularização na superfície. 

A impermeabilização do substrato deve ser feita de modo contínuo antes da instalação do revestimento. Nesse momento, é importante impermeabilizar toda a superfície, dando atenção especial em torno dos ralos, drenos da piscina e outros dispositivos.

Por falar em dispositivos, observe que ele é sempre suscetível a retrabalhos, caso os procedimentos não sejam executados do modo certo. Portanto, a impermeabilização dessa área merece muita atenção.

Vale ressaltar que todos esses sistemas impermeabilizantes acabarão se desgastando com o passar do tempo. Para amenizar o gasto, o processo de substituição do sistema pode ser feito com o chamado “embelezamento”, quando achar necessário trocar o revestimento, ou caso ele solte ao longo do tempo.

Impermeabilização concluída? Não acaba por aí. Por fim é necessário fazer um teste de estanqueidade que irá garantir a qualidade do trabalho. Para tal, basta fechar todos os ralos e pontos de drenagem de água no piso, e encher a piscina com água. Após 72 horas, verifique se não ocorreram vazamentos.

Com o sucesso do teste comprovado, é o momento de assentar o revestimento com argamassa colante. Essa aplicação vai assegurar a colagem do revestimento, que deverá ser assentado corretamente. Todo cuidado é pouco na aplicação do rejunte, pois ele é responsável por impedir a infiltração de água entre a impermeabilização e o revestimento. Uma boa dica é consultar o fabricante antes da compra, já que os revestimentos variam quanto ao tipo de rejunte necessário e existem rejuntamentos específicos para piscinas.

Se algo não der certo, como vou saber?

Muitas vezes é quando a piscina está pronta para receber o acabamento de pastilhas ou azulejos que aparecem os chamados trincas no reboco – geralmente em função de alguma retração, devido a perda de parte da água de amassamento durante o processo de cura da argamassa. Essas trincas ocorrem em maior intensidade quando se usa argamassas muito ricas em cimento, água em excesso, ou quando se executa a camada do reboco com grande espessura.

Caso trincas finas apareçam na argamassa executada sobre a impermeabilização, é possível fazer o acabamento em pastilhas ou azulejos com argamassa colante flexível e o problema estará resolvido, pois as trincas não se propagam para a camada mais deformável do revestimento.

Se, por outro lado, a piscina ainda não tiver sido impermeabilizada e as trincas da argamassa forem finas, ou seja, menores do que 0,05 mm, é possível executar uma impermeabilização flexível capaz de vedá-las e manter a impermeabilidade total. Essas impermeabilizações são, em geral, feitas com mantas asfálticas ou com argamassas poliméricas flexíveis.

Agora, se aparecerem trincas com abertura de alguns milímetros, elas devem ser calafetadas com mástiques elásticos, asfálticos ou em poliuretano previamente à execução da camada de impermeabilização. Após a cura, executa-se a impermeabilização, reforçando-a nos locais das trincas.

Possíveis motivos que podem levar à falha da impermeabilização

O insucesso da impermeabilização têm origem nas falhas de execução que, na maioria das vezes, estão relacionadas à umidade, ao descolamento, à fissuração e às próprias falhas de impermeabilização. São elas:

 

  1. Ausência de projeto;
  2. Escolha inadequada de materiais ou sistemas;
  3. Falhas nas juntas e emendas;
  4. Não execução de rodapé de impermeabilização 20 cm acima do piso acabado;
  5. Falta de proteção da base de platibandas, permitindo a infiltração sob a impermeabilização;
  6. Falhas na execução, como falta de argamassa de regularização que ocasiona a perfuração da impermeabilização e não arredondamento dos cantos e arestas;
  7. Execução da impermeabilização sobre base úmida ou empoeirada, que compromete a aderência, gerando bolhas que poderão ocasionar deslocamentos e rupturas da película impermeabilizante;
  8. Uso de camadas grossas na aplicação da emulsão asfáltica para economia de tempo, dificultando a cura da emulsão;
  9. Instalação de floreiras na cobertura de modo a possibilitar a penetração de água por cima do rodapé impermeabilizado;
  10. Colocação de camada de brita sobre a cobertura, com o intuito de efetuar uma correção térmica, que pode ocasionar fissuras devido à sobrecarga da laje (caso isso não tenha sido previsto no projeto inicial).

 

Então, como vimos o processo de impermeabilização é vital para que a piscina seja entregue com qualidade!!! 

Essa parte deve ser pensada desde o momento do projeto considerando todas as especificidades da piscina e do ambiente no qual ela será instalada. 

Contar com bons profissionais e material de qualidade vai evitar retrabalhos, gastos extras e dores de cabeça.

Ah, e não se esqueça que manter a sua piscina sempre limpa e bem tratada é parte importante do processo — a água com excesso de cálcio e com acidez elevada também pode comprometer o trabalho de impermeabilização.

Aquecimento de Piscinas: O que você precisa saber

Incluir um sistema de aquecimento em piscinas é um diferencial que muitas pessoas estão dispostas a investir. Uma piscina aquecida vai permitir o seu uso durante o ano todo, independente da estação, clima e região na qual a piscina está instalada. Mas, são muitas as opções e, para evitar dores de cabeça, é preciso entender alguns pontos. 

O que considerar no momento da escolha de aquecimento para piscinas?

Ao pensar em investir num sistema de aquecimento para piscinas devemos unir três fatores mega importantes: Economia, sustentabilidade e potência de calor.

A especificação do aquecedor ideal para cada piscina deve considerar a demanda de águas para aquecimento, o famoso “budget” ou valor de investimento inicial disponível e o nível de despesa mensal desejada.

Considerar a região na qual a piscina está instalada e o clima predominante também é um fator importante. Por exemplo, se a piscina está na região Sudeste e é mais utilizada durante o verão, então a melhor solução seria o aquecimento solar. Agora se essa piscina está localizada em locais com escassez de luz solar até mesmo no verão e possui usos até mesmo em épocas de inverno, a melhor escolha é o aquecedor elétrico. 

Tá! Mas e na prática, como isso funciona?

Sobre a relação entre o tamanho da piscina e o tempo de aquecimento

A dimensão da piscina influencia diretamente no tempo que será gasto para esquentar toda a água.

Para piscinas menores, praticamente todos os sistemas são eficazes, sendo o aquecimento a gás o melhor deles. Já para piscinas maiores, o aquecimento a gás não é o mais recomendado sendo, o aquecimento solar mais eficiente caso a piscina esteja instalada em locais com alta captação de luz solar. 

Sobre a Sustentabilidade

As opções mais sustentáveis para o aquecimento de piscinas são: a elétrica e solar, pois são as opções menos poluentes e agressivas ao meio ambiente.

A capa térmica pode ser uma opção interessante nesses termos, porém ela irá ser efetiva apenas se usada em dias que a temperatura do ambiente já esteja elevada.

Sobre a Instalação e Manutenção

Nem é preciso comentar que o grau de dificuldade de instalação de cada sistema de aquecimento de piscina é um fator que vai pesar muito na definição final do sistema escolhido. 

Primeiro vamos aos custos (médios estimados) atrelados à instalação:

Tipo de aquecimento Custos Nível de dificuldade para instalação Grau de manutenção requerido
Elétrico R$1,5mil Fácil Baixo
Trocador de Calor R$6mil Médio Alto
Lenha R$1,5mil Difícil Alto. Reposição manual da madeira.
Gás R$3mil Médio Baixo
Solar R$5mil Médio Baixo

A manutenção preventiva deve ser realizada para evitar danos e até a inviabilização dos aparelhos gerando mais custos ainda para reparo. É recomendada que seja feita a cada 6 meses por uma mão de obra especializada. 

Essa manutenção dos aquecedores é basicamente uma avaliação e limpeza do sistema respeitando as especificidades para cada tipo de aquecimento.

Agora, um pouco mais sobre os tipos de sistemas de aquecimento

Aquecedor elétrico

O aquecedor elétrico é capaz de esquentar as piscinas independentemente da situação. Basta que tenha energia elétrica para alimentar o aparelho, também chamado de bomba de troca de calor.

Embora tenha um preço de aquisição razoável, o consumo de energia elétrica mensal costuma ser mais alto. Isso porque caso a temperatura ambiente seja menor que 15º C, o equipamento elétrico perde rendimento, o que eleva o gasto de energia.

Trocador de Calor

O trocador de calor é usado na maioria das piscinas, e como o próprio nome diz, ele é capaz de aquecer de forma elétrica e alternada. Embora o custo de aquisição e mensal sejam mais altos, o trocador de calor atende ao quesito da sustentabilidade.

Eles absorvem o calor da atmosfera e o intensificam por meio de um compressor. Em seguida, esse calor é transferido para a serpentina por onde a água da piscina passa e é aquecida.

O consumo de energia é mais baixo que o dos aquecedores elétricos; por outro lado, as bombas dependem da temperatura ambiente — ou seja, em dias frios, vão demorar mais para aquecer a água. São, no entanto, bastante eficientes para a manutenção da temperatura.

Outro aspecto que deve ser considerado: as bombas precisam ser instaladas ao ar livre, de modo que o tamanho da piscina é um fator importante ao considerar essa escolha. A alternativa das bombas de calor pode não ser economicamente viável para piscinas pequenas e médias, pois os aparelhos têm um valor alto para aquisição e manutenção.

Aquecimento Solar

É o mais ecológico dentre as opções. Ele capta a energia do calor do sol para aquecer tubos de cobre por onde a água circula. Mesmo utilizando uma motobomba para circular a água quente, esse sistema é o mais econômico em termos de consumo de energia elétrica. A instalação é um pouco mais dispendiosa, mas, levando em conta a durabilidade do sistema e a economia de energia, a alternativa se torna econômica a longo prazo garantindo retorno do investimento inicial mais rapidamente e, por isso, é a mais indicada para piscinas de uso contínuo.

No entanto, esse sistema pode ser inviável para aquecer piscinas em determinadas estações climáticas ou regiões do país.

 O sistema precisa de uma área de placas solares instaladas, equivalentes ao tamanho da piscina, e pode elevar em até 10 graus a temperatura da água da piscina. Seu custo mensal é baixo e seu poder de aquecimento é considerado médio.

Aquecedores à gás

O aquecedor a gás permite esquentar a água da piscina em qualquer estação do ano e localidade, e de forma mais rápida do que o sistema solar. Esse tipo de aquecimento utiliza combustível para manter a temperatura da água constante e é a opção que proporciona a melhor capacidade de controle da estabilidade da temperatura. 

O aquecedor que utiliza o sistema a gás permite atingir qualquer temperatura da água, sempre que for necessário aquecê-la. Contudo, o consumo de gás para atingir a elevação da temperatura da água é alto e o sistema não é dos mais sustentáveis.

Embora seu preço de aquisição seja o mais acessível, o consumo de gás gera uma despesa mensal alta. “Uma piscina de 180 m³ com 25 m x 3,50 m x 2,0 m pode representar custo aproximado de R$ 5.500,00 por mês”, calcula o diretor executivo-sócio da PowerEsco.

Muitos sistemas utilizam o conceito de troca indireta de calor, ou seja, não há contato direto da água clorada da piscina com o aquecedor. Isso ajuda a preservar sua durabilidade. Os sistemas a gás se mostram mais eficientes no aquecimento de piscinas de uso ocasional (fins de semana e veraneio), por permitirem uma elevação mais rápida da temperatura da água a partir da temperatura ambiente.

Outras opções
Sistema híbrido: Aquecedor a gás + aquecedor solar

Utilizando duas alternativas, esse sistema funciona de forma complementar uma à outra. Pode ser uma opção atrativa para quem busca obter as melhores vantagens de cada um dos sistemas.

Por um lado, o aquecimento solar gera uma economia de energia e é uma opção sustentável, porém depende do clima da região na qual a piscina está instalada, fazendo com que a capacidade de aquecimento da água pode não ser suficiente para atender a demanda de uso da piscina.

E é aí que entra o aquecedor à gás, que vai funcionar como um sistema de apoio garantindo o aquecimento da água e uma economia de energia vinda do uso do aquecedor solar. 

A lenha

O sistema a lenha costuma ser o mais trabalhoso. O custo de aquisição é médio, mas o mensal é bem alto. Vale lembrar ainda que não é um sistema sustentável, já que tem de extrair lenha da natureza para alimentar o aquecimento da piscina. 

Capas térmicas

As capas térmicas não são um sistema, mas um acessório usado para reter o calor da água aquecida. Isso porque uma piscina aquecida tende a perder calor para a superfície. Assim, a capa térmica é uma barreira para que a perda de temperatura da água da piscina seja o menor possível.  

Atenção!

Por último, mas não menos importante, o aspecto fundamental para quem busca alternativas de aquecer a piscina: a temperatura da água. A faixa de temperatura varia conforme o uso da piscina — piscinas para prática esportiva tem uma temperatura ideal diferente das piscinas de recreação. Confira na tabela as faixas de temperatura recomendadas para cada tipo de piscina:

Tipo de piscina | Temperatura Recomendada (ABNT:NBR 10339)

SPA | 36º a 38º

Piscina de competição | 25º a 28º

Piscina de recreação | 27º a 29º

Natação para bebês e hidroterapia | 30º a 34º

Natação para crianças | 29º a 32º

 

Agora que você já sabe como cada método funciona e as vantagens e desvantagens, qual a melhor alternativa para a sua piscina? Conte pra gente nos comentários!

Segurança na Piscina

O verão está aí, e sabemos que não há nada melhor do que curtir os dias de férias ou nos finais de semana na piscina com a família e amigos. 

Mas, para que a diversão não acabe antes do planejado, precisamos estar atentos à segurança quando estamos falando de ambientes com piscinas 

Para isso, decidimos compartilhar alguns pontos de alerta para garantir a sua diversão todo o verão.

1 - Atente-se aos pisos ao redor da piscina

É muito comum ocorrer brincadeiras à beira da piscina, principalmente quando o ambiente está repleto de crianças. Para que isso não se torne um acidente, atente-se aos pisos na beira da piscina. 

O ideal é que sejam pisos antiderrapantes! 

Caso não seja, nada de correr na beira da piscina ou nas áreas molhadas.

2 - Equipamentos de segurança

Quando estamos em momentos descontraídos, acabamos não considerando os perigos ao nosso redor. Para poder curtir com tranquilidade, invista em equipamentos de segurança!

Crianças, idosos, pets, pessoas com alguma restrição motora ou pessoas que não sabem nadar precisam de equipamentos específicos para também se divertir. 

Escadas na beira da piscina ajudam no acesso e saída, boias e salva-vidas garantem a segurança em profundidades maiores, cercas e redes impedem que os bichinhos entram na piscina e não consigam sair sozinhos.

Outro ponto importante: sempre tenha pessoas supervisionando o local para agir rápido caso algo ocorra.

3 - Cuidados com a manutenção da piscina

Uma água que não é bem tratada irá afetar a saúde das pessoas. Água turva é sinal de alerta – nós temos um conteúdo falando sobre isso aqui – e, para evitar isso é imprescindível a utilização de filtros e produtos químicos adequados para deixar sua piscina limpa e segura. 

Outro ponto importante é verificar o estado dos azulejos da piscina (caso seja uma piscina de alvenaria). Azulejos quebrados ou dispositivos com pontos ou rebarbas podem causar ferimentos sérios.

4 - Dispositivos bem instalados

Quem já não ouviu casos de pessoas que tiveram partes do corpo sugadas na piscina ou até ficaram presas em algum momento. Infelizmente isso pode acontecer…

Os ralos de fundo, dentre outras funções, também auxiliam no processo de filtração e manutenção da piscina. Porém, se o dispositivo não for bem instalado pode ser o causador de acidentes por sucção. 

Por isso, busque fornecedores de qualidade que seguem à risca as normas para instalação desses dispositivos.

Nossos ralos atendem à Norma ABNT  NBR 10339 – 2018 e já fizemos um post completo explicando todos os diferenciais aqui.

Lembre-se, a diversão é importante mas a segurança deve estar em primeiro lugar para garantir que todos aproveitem ao máximo os momentos de lazer com pessoas queridas sem nenhuma surpresa do início ao fim.

A importância de controlar o pH das piscinas

Para ter uma piscina saudável é importante fazer o controle do pH (potencial Hidrogeniônico) garantido a qualidade da água e também a durabilidade dos equipamentos e dispositivos da piscina.

A medição é realizada através dos níveis de concentração de íons de hidrogênio em uma solução, essa quantidade é que determina se a água está ácida, neutra ou alcalina. A escala de pH varia de 1 a 14; a água pura, por exemplo, tem um pH neutro de 7.

Se o pH estiver acima de 7,6, valor considerado alto, pode provocar água turva, má eficiência do cloro e também pode causar irritação na pele e nos olhos. 

Se o pH estiver abaixo de 7,2, valor considerado baixo, pode causar danos aos revestimentos da piscina, corrosão em componentes metálicos dentro e ao redor da piscina, bem como doenças e problemas de pele, irritação nos olhos e desconforto geral para os banhistas.

O indicado é que a água esteja sempre com o pH mais próximo possível da lágrima, variando de 7,2 a 7,6, assim, além de não irritar os olhos dos banhistas, fica na faixa ideal para os produtos químicos agirem com eficiência na piscina. Para que ele se mantenha nessa média é importante manter estável a alcalinidade, pois os dois estão intimamente relacionados, uma vez que a primeira pode ser definida como a capacidade de neutralizar os ácidos da água, o que ajuda a manter o pH estável.

A alcalinidade corresponde ao total de substâncias na água que são capazes de neutralizar o ácido, funcionando como um tampão do pH, mantendo-o estabilizado por mais tempo.

Como medir o pH

A medição do índice do pH da piscina é feita por meio de estojos ou uma fita para testes de pH. O kit é composto por material para fazer a coleta da água e medição do pH, eles vêm também com as instruções de medição, que podem variar entre os fabricantes dos kits.

O teste vai informar se o índice está correto, acima ou abaixo do ideal. Como falamos, o resultado ideal é entre 7,2 e 7,6. 

Se o resultado estiver dentro desses valores você não precisa se preocupar, mas se o resultado estiver abaixo ou acima desses números será necessário fazer o equilíbrio do pH.

Como equilibrar o pH

A correção é feita através do uso de produtos específicos para o tratamento da água, realizando a adição de substâncias.

Se o pH estiver abaixo de 7,2, ou seja, a água está ácida, é preciso utilizar um elevador de pH, como, por exemplo, o carbonato de sódio. 

Se o pH estiver acima de 7,6, é preciso usar um redutor de pH, como o ácido muriático.

Lembre-se de que é recomendável realizar essa atividade ao menos duas vezes na semana. Nos períodos em que a piscina for mais utilizada, aumente o número de medições.

Piscina compartilhada e a COVID-19

Em tempos incomuns como estes precisamos nos questionar para nos manter seguros.

Esse ano, a maior parte dos feriados passamos em quarentena e, agora que as cidades estão flexibilizando o acesso à áreas públicas, estão surgindo questionamentos sobre a segurança de algumas atividades. Dentre elas o uso de piscinas em hotéis, pousadas e até mesmo em casas de aluguel para temporada. Afinal, é seguro usar a piscina?

Com a chegada do verão, a tendência é levarmos a vida mais ao ar livre o que, em tese, diminuiria as aglomerações em ambientes fechados. Mas e quando vamos passar um tempo em um ambiente compartilhado? Quais os cuidados devemos tomar?

A boa notícia é que o vírus da Covid-19 não transmite na água!

Estudos realizados apontam que o vírus permanece menos tempo no ar do que em superfícies, então usar a piscina não é um problema, pois o vírus não transmite na água, e uma rotina de manutenção e desinfecção com cloro já é suficiente para neutralizar o vírus.

Se você se sentir mais seguro, peça para o local onde você está hospedado lhe informar o calendário de limpeza das piscinas neste momento. 

O grande problema está na aglomeração dentro e fora da piscina, principalmente em clubes e condomínios. 

O uso das escadas que dão acesso à água, registro de chuveiros e duchas, são lugares onde podem conter o vírus e a grande circulação de pessoas nesse local podem causar o contágio, mesmo a piscina estando 100% segura.

Em hotéis e pousadas com acesso liberado ao ambiente das piscinas e área de descanso com redes ou espreguiçadeiras podem ser um problema, ainda que sejam afastadas umas das outras.

Pela regra, não é necessário usar máscara dentro da piscina, o uso da mesma deve ser feito assim que sair para circular nos espaços comum dos hotéis e pousadas mas, ainda sim o ideal é manter sempre o distanciamento físico.

Para pessoas que tem piscina em casa, não é por que a piscina é particular que podemos reunir amigos e curtir uma festa, temos que considerar que nem todos conseguiram ficar mais isolados em casa, por motivos de trabalho ou outros. O fato é que precisamos lembrar que algumas pessoas podem estar doentes e não apresentar nenhum sintoma e com isso levar o vírus para dentro de sua casa.

Então lembre-se:

  1. Manter o distanciamento social é crucial para manter a nossa segurança em todos os lugares
  2. Apesar do vírus não ser transmitido na água, o ambiente como um todo requer precaução da nossa parte. 
  3. Manter um distanciamento seguro dentro das piscinas em lugares coletivos é extremamente recomendado, uma vez que as pessoas não estarão de máscara. 
  4. A limpeza e manutenção das piscinas contribui muito para evitar a propagação do vírus. Para saber mais sobre as Boas práticas de manutenção de piscinas, acesse nosso conteúdo aqui

E, por fim é sempre bom ressaltar que infelizmente o vírus ainda está circulando e, mesmo com as flexibilizações devemos estar atentos aos cuidados necessários para a nossa segurança e a de todos! 

Como o revestimento pode afetar a iluminação da piscina

Hoje em dia virou tendência ter uma piscina iluminada. O momento ideal para dar atenção a iluminação e revestimento da piscina é ainda no briefing do projeto, levando em conta se o cliente quer uma piscina bem iluminada ou mais discreta.

Uma piscina bem iluminada ajuda a evitar acidentes, pois facilita a visualização dos degraus e quinas, e caso animais ou crianças caiam na água fica mais fácil visualizar, aumentando assim a segurança do usuário.

E para essa iluminação ser eficiente, além de bons refletores, temos que levar em conta o tamanho do tanque e o tipo de revestimento, acreditem esses detalhes são muito importantes, pois cada um deles interfere de um jeito no resultado final, o que serve para piscinas retangulares pode não servir para as redondas. Da mesma forma a cor do revestimento pode influenciar nessa escolha. Um revestimento mais claro reflete melhor a luz do que um revestimento mais escuro.

Como pode ver nas simulações abaixo, o revestimento muda totalmente o quão bem iluminada a piscina ficaria. Com revestimento preto, a área iluminada é minúscula, enquanto com revestimento claro, como o azul-claro, a área iluminada é bem maior.

*Nessas renders, foram utilizados cores diferentes para as paredes, mas a luz e câmera não foram alteradas.

Então na hora de projetar sua piscina, lembre-se: Cores escuras e foscas absorvem a luz e cores claras e brilhantes refletem. Elas influenciam e muito no efeito final da piscina. Quanto mais claro for o revestimento a luz terá uma maior reflexão e a iluminação atingirá seu potencial máximo, destacando melhor as cores, a medida que vamos escurecendo o revestimento a iluminação será prejudicada, sendo necessário aumentar a quantidade e potência dos refletores para que a piscina fique bem iluminada e sem sombras.

Lembre-se que a decisão final é sempre do cliente, cada um tem suas preferências, o que agrada um pode não agradar o outro. Por isso, não assuma que o que você acha bacana vai agradar a todos, leve em conta a opinião do cliente, evitando que o mesmo fique insatisfeito.

Quero uma piscina, e agora?

É realmente agradável e enriquecedor ter uma piscina em casa, pois ela proporciona conforto e lazer garantidos.
Mas construir uma piscina em casa requer alguns cuidados. Pode parecer simples, mas não é bem assim… Temos que ter em mente algumas precauções e saber que não é da noite para o dia, pois uma obra bem feita precisa de tempo para elaboração e execução.
O ideal é consultar um arquiteto para que tudo seja realizado da melhor maneira e de acordo com o orçamento, espaço disponível e criatividade.

Tipos de Piscinas

Concreto ou Alvenaria

Esse tipo de piscina pode atender a todos os tipos de gostos, pois permite que você personalize o formato e tamanho desejados. O acabamento pode ser realizado com azulejos, pastilhas coloridas e pedras, pode abusar e brincar com a criatividade. Um fator importante desse tipo de piscina é a maior durabilidade e resistência. Por se tratar de um projeto único e personalizado, tende a ser um pouco mais caro do que outros modelos já prontos. Outro ponto importante é que a manutenção deve ser feita com limpeza cuidadosa nos rejuntes e é necessário fazer impermeabilizações constantes.
Esse tipo de piscina demanda mão de obra com escavação e infraestrutura.

Fontes: patrickspools.com
  • Vantagens: Nesse modelo de piscina a criatividade não tem limite. É possível projetar do tamanho e formato que desejar, respeitando sempre o espaço disponível.
    Outro ponto importante é que a piscina de alvenaria tem alta durabilidade e resistência.
  • Desvantagens: Se o projeto não for bem executado por profissionais capacitados, podem surgir fissuras ou rachaduras. Este tipo de acabamento com pastilhas pode apresentar soltura ao longo do tempo.

Fibra de vidro

Esse tipo de piscina apresenta modelos já pré-fabricados, fáceis e rápidos para instalar. A fim de proporcionar opções mais diversas e atender aos diferentes gostos, a indústria já oferece algumas opções com possibilidade de personalização, inclusive com acabamento pastilhado e dispositivos em Aço Inox, como a linha Creativity. Por serem modelos pré-moldados, têm um melhor custo benefício e demandam menos esforços na manutenção. É necessário ter atenção com a limpeza das paredes lisas para que não fiquem com manchas de algas ou cloro.

Fontes: woodfieldoutdoors.com
  • Vantagens: Diferente das piscinas de alvenaria ou concreto esse tipo de piscina dificilmente vai trazer problemas com infiltrações ou fissuras. Têm fácil instalação, levando de 1 a 2 semanas para finalizar o processo. Podem ser instaladas enterradas ou em acima do terreno contornadas por decks de concreto ou madeira.
  • Desvantagens: Por serem pré-fabricadas, não permitem personalização de modelo e tamanho. Os modelos já estão prontos e isso pode dificultar a colocação em certos lugares da casa. Em situações em que o acesso ao local onde deseja colocar a piscina seja estreito, isso pode tornar inviável a instalação da mesma, sendo necessário optar por outro modelo ou tipo de piscina.

Vinil

Esse modelo tem um custo mais baixo quando comparado às piscinas de alvenaria. Dispensa a necessidade de impermeabilização e revestimento. As piscinas são construídas em alvenaria e recebem o acabamento Vinil nas paredes. No mercado já existem muitos formatos e tamanhos desse tipo de piscina. A durabilidade é mais curta que os outros modelos pois se trata de um material mais frágil e de menor duração e que pode ser danificado com facilidade no caso de algum objeto cortante cair na piscina.

Fontes: centurypoolsfl.com
  • Vantagens:  Como a piscina de alvenaria, pode ser executada em vários formatos e tamanhos. A principal diferença é que o acabamento é feito com manta Vinílica ao invés de pastilhas e pedras. Esse material é de fácil limpeza, pois possuem uma superfície lisa e sem rejuntes. O Vinil pode ser encontrado em diversas estampas e cores.  
  • Desvantagens: Vinil é um material mais frágil e a sua durabilidade não é longa, podendo ser afetada facilmente pelo uso de produtos químicos ou excesso de cloro. Como o acabamento é feito com uma espécie de manta, deve -se tomar cuidado com objetos cortantes para que não se corra o risco de furar ou rasgar o vinil.

Planejamento

É necessário fazer um projeto para ter um direcionamento e prazos, definir qual o tipo de piscina, lugar, o formato, o valor que será investido, os acessórios e o revestimento que serão usados.

 

  1. O lugar para construção deve ser plano, não ter eletricidade ou fios elétricos que passem perto de onde será construída a piscina.
  2. Escolher o local onde será instalada a casa de máquinas. A construção da casa de máquinas é necessária para todos os tipos de piscinas. Esse será o lugar em que a bomba e o filtro serão instalados. Alguns profissionais instalam o quadro de comando que controla a iluminação da piscina também, porém aqui na Cristal, não recomendamos.  O espaço tem que ser suficiente para que uma pessoa possa ficar em pé para poder realizar manutenções e trocas de peças.
  3. O formato da piscina deve ser compatível com a área a ser construída. Nessa etapa devem ser decididos a profundidade e modelo.
  4. Você fará um investimento expressivo! Por isso procure por um profissional qualificado (engenheiros, construtores e eletricistas) e experiente e opte por um material com longa vida útil e seguro. Existem empresas especializadas que fazem desde o projeto até a execução da obra.
  5.  O tipo de revestimento deve ser escolhido junto ao profissional contratado para realizar o projeto, a fim de ter sua experiência como aliada.

Profissional

Para que tudo corra bem, a construção da piscina deve ser realizada por mão de obra especializada. Evite aventureiros, pois isso poderá gerar retrabalho e muito prejuízo. Faça pesquisas com pessoas conhecidas que já passaram por esse processo. Pesquise sobre a empresa na internet, não feche o negócio sem pesquisar antes, pois como dizem, “o barato sai caro”.  O profissional a ser escolhido para realizar a construção deve ser credenciado. Lembre-se, a ideia é que tudo corra bem e não existam erros. Além da beleza, a segurança de sua família e amigos são primordiais.

Quem são esses profissionais?

  • Arquiteto: Ele será o responsável pelo projeto é ele quem vai colocar suas ideias no papel, ajudando a escolher o melhor tamanho e formato de acordo com seu espaço disponível. Ele também será responsável pela aprovação da construção junto a prefeitura.
  • Engenheiro: Ele acompanhará o projeto do início ao fim, da elaboração ao acabamento, cuidando dos recursos, prazos e instalações. Ele será o responsável para que tudo seja feito como sonhou.
  • Construtores: eles são os responsáveis por fazer acontecer, o pedreiro faz os revestimentos básicos e acabamentos em geral, o encanador vai fazer a parte hidráulica, o eletricista vai cuidar das ligações elétricas.

Existem várias empresas que oferecem esse tipo de serviço, assim você não precisa ficar procurando esses profissionais, isso facilitará muito para que tudo saia conforme o planejado, ou o mais próximo disto.

Manutenção

Após a conclusão da piscina, alguns cuidados passam a ser necessários para que não haja desperdício de água e gastos excessivos. A manutenção e os cuidados com a água funcionam basicamente da mesma forma para todos os tipos de piscinas.
Uma boa manutenção evita que a água não sofra influências ambientais e acumule bactérias.
Também ajuda a prevenir problemas como rachaduras, vazamentos e presença de algas.
O ideal é contratar um cuidador para que ele possa aspirar e  renovar a água da piscina, que é a mesma por anos e dificilmente precisa ser trocada. É importante manter a piscina sempre limpa e bem cuidada, pois o excesso de química e cloro pode fazer com que a piscina fique sem brilho e cor.
Lembre-se de que a sua piscina não será um problema se for bem construída e tiver produtos seguros e de boa qualidade e que a manutenção deve feita por profissionais qualificados.
Piscina pronta, agora é só reunir a família e amigos e aproveitar!!

Fontes:

Viva Decora | G1 | Planarq | RedeCon

Boas práticas em manutenção de piscinas

Para quem já tem ou tem o desejo de ter uma piscina em casa, é indispensável entender como mantê-la além de saudável, funcional. Uma manutenção bem feita pode contribuir também para uma vida útil mais longa dos acessórios, bombas e filtros.

Por onde começar?

Neste artigo vamos compilar algumas informações para que você tenha um norte, mas é de suma importância que você tenha o apoio de profissionais qualificados para o tratamento da piscina. Existem vários formatos de contratação no mercado, podendo ser serviços esporádicos ou contratos mensais que já incluem os produtos necessários.

Após o término da obra e com a piscina cheia, inicia-se o processo de tratamento da água para uso. 

O que vou precisar?

1) Acessórios

Será necessário que você adquira alguns acessórios para auxílio no processo de limpeza e manutenção da sua piscina. São eles:

  • Cabo telescópico: é o equipamento extensor que vai te proporcionar o alcance de todas as partes da piscina e pode ser usado para acoplar outros acessórios, como a peneira, escova e aspirador.
  • Peneira: com ela acoplada ao telescópico, você retirará as impurezas maiores que chegarão até a piscina, como folhas e insetos, por exemplo.
  • Escova: também se acopla ao telescópico e permite que você faça a escovação das paredes da piscina, a fim de remover algas, manchas e quaisquer outras incrustações que possam vir a surgir.
  • Aspirador: mais um item que se encaixa no telescópico, tem a função de aspirar as impurezas no fundo da piscina, após o processo de decantação.
  • Mangueira: usada para o processo de aspiração em conjunto com o aspirador e o cabo telescópico e conecta-se no dispositivo de aspiração.
  • Kit medidor de PH: kit de análise para controle do PH da água.

Para entender quais acessórios são mais adequados para a sua piscina, consulte o profissional de sua confiança, pois existem diversos modelos, materiais e fabricantes disponíveis no mercado.

2) Produtos

A manutenção da água também deve ser feita através de produtos específicos para garantir os padrões de salubridade. Veja a seguir:

  • Cloro: responsável pela desinfecção e eliminação de bactérias e outros micro organismos responsáveis pela transmissão de doenças.
  • Decantador: Faz com que a sujeira se deposite no fundo da piscina para o processo de aspiração em seguida.
  • Regulador de PH: o PH ideal da água da piscina é entre 7,2 e 7,6. Abaixo disto ela se torna corrosiva, podendo danificar equipamentos e causando irritações nos olhos. Acima disto ela fica turva, criando uma má aparência e além disto podendo gerar uma obstrução no sistema filtrante como um todo.
  • Eliminador de oleosidade: como o próprio nome já diz, serve para eliminar a oleosidade gerada pelo uso de protetores, óleos, produtos de beleza e a própria oleosidade da pele.
  • Algicida: Atua contra a proliferação de algas na piscina, evitando a aparência esverdeada.
  • Limpa bordas: é um tipo de sabão específico para as bordas da piscina que não interfere nos parâmetros da água.

O que e quando fazer?

  • Medição de pH: duas vezes por semana e seguindo as recomendações do fabricante, faça a análise da amostra de água e aplique as correções necessárias. Faça medições extras sempre que for necessário fazer qualquer correção na água da piscina.
  • Algicidas: em condições normais (sem excesso de chuva ou folhas na água) faça a aplicação uma vez por semana. Se a piscina já estiver com muitas algas, considere usar um algicida de choque. Nunca aplique no mesmo dia que usar cloro granulado, pois isso pode acarretar em efeito inverso e a água ficar escura e/ou turva. Prefira sempre ao entardecer.
  • Cloro: a cada dois dias faça a análise do residual, que deve estar entre 0,5 a 2,0ppm. Faça as correções quando necessário e de acordo com as instruções do fabricante.
  • Supercloração: faça uma vez por mês em períodos de muita chuva e/ou de muito uso da piscina.
  • Clarificação e decantação: somente quando perceber que a piscina está com resíduos que persistem ou quando houver desequilíbrio no tratamento ou na manutenção dele.
  • Filtragem: deve ser feita diariamente e sempre depois dos tratamentos químicos.
  • Troca da areia do filtro: uma vez ao ano.
  • Aspiração: faça a aspiração pelo menos uma vez por semana. Quando houver aplicação de clarificante, aspire na sequência.
  • Limpeza de bordas: semanalmente, com produto adequado e evitando que a sujeira caia na piscina.
  • Limpeza da superfície da água: diariamente, com uso da peneira e cabo telescópico.
  • Limpeza do filtro: semanalmente. Use a função retrolavagem e enxágue.
  • Limpeza do Skimmer: 2 vezes por semana. Tire a sujeira do cestinho e lave.
  • Escovação: uma vez por semana. Use o cabo telescópico e a escova. Faça antes de decantar e aspirar.
  • Limpeza da bomba: uma vez por semana limpe o cesto e remova toda a sujeira. 

Não se esqueça de que mesmo que você não esteja usando sua piscina com frequência, a manutenção é essencial para evitar problemas com equipamentos e até mesmo a perda do tratamento da água.

Usar duchas antes de entrar na piscina, manter a área em volta sempre limpa, escolher as plantas do jardim e do entorno bem e cobrir a piscina são práticas que podem corroborar para o processo de manutenção e limpeza.

Agora que você já tem todas as dicas relevantes, é só colocar em prática e curtir a sua piscina. Lembrando que sempre é recomendável contar com a ajuda de um profissional qualificado e de sua confiança. Esses dados são apenas informativos. A experiência conta, e muito!

Fonte: Pool Rescue / Paraíso das Bombas

Minha piscina está com a água verde. O que fazer?

Você ficou algum tempo fora ou teve um temporal e sua piscina está com a água verde. Se você não sabe o que fazer, leia este artigo e encontre tudo o que precisa para solucionar este problema.

Conhecendo as possíveis causas:

Definitivamente não é nada agradável olhar para a sua piscina e notar que a água está verde. Sobretudo se você tinha planejado aproveitar um ótimo final de semana ou feriado de sol com a família e os amigos. A primeira atitude que deve ser tomada é descobrir a origem do problema, que pode estar listada abaixo:

  • Proliferação de algas => Normalmente este evento pode ocorrer posteriormente a períodos de fortes chuvas e ventos, que trazem material orgânico para a piscina. O tom esverdeado é reflexo da clorofila, pigmento indispensável para a fotossíntese das algas e por consequência o PH da água fica abaixo de 4,7.
  • Acúmulo de metais => Principalmente se a piscina foi abastecida com água de mina, poço ou lago, ela pode apresentar metais, especialmente o cobre. Uma vez em contato com o cloro, esses metais reagem e formam sais que agrupados resultam em uma crosta. É ela a responsável por tornar a tonalidade da água verde, enquanto libera seus componentes e ao mesmo tempo que se deposita à volta da piscina.
  • Tratamento inadequado => O tratamento da piscina é de suma importância para manter a água saudável. Falta de aplicação de produtos ou aplicação indevida levam ao desequilíbrio e podem promover um ambiente propenso às outras duas ocorrências citadas anteriormente. Um exemplo disto, é o uso excessivo do ácido cianúrico (com concentração acima de 100ppm), pois em situações como esta ele pode inibir a ação do cloro e criar um ambiente favorável para a proliferação das algas.

Conhecendo os riscos:

A água da piscina verde é um sinal de que ela não está equilibrada e devidamente tratada. Consequentemente, ao entrar em contato com ela você está se expondo à contaminação por diversos microrganismos que podem causar desde irritações na pele a doenças. Portanto, evite contato enquanto a água não estiver com seus parâmetros regularizados.

Identificando as causas:

A fim de identificar o que está deixando a água da piscina verde, faça um teste. Separe parte da água em um balde de plástico limpo. Em seguida, acrescente em torno de 01 colher de sopa de cloro e mexa bem. Após uma hora, cheque a cor da água. Se estiver em tom enferrujado, possivelmente o problema está na quantidade elevada de metais na água. Caso essa coloração não se apresente, trate como proliferação de algas.

Como tratar:

Logo depois de fazer o teste do balde você detectou que o problema foi causado por excesso de metais. Então siga o passo a passo abaixo (sempre observando as indicações do fabricante do produto escolhido):

  • Supercloração;
  • Aplicação de Clarificante Líquido;
  • Assim que a decantação dos metais finalizar, aspire rapidamente o fundo da piscina com o filtro no modo drenar. Lembre-se de que estará liberando água pelo esgoto, então seja breve e objetivo na aspiração. Faça isso no mesmo dia para evitar manchas no revestimento;
  • Complete o nível da água, respeitando as condições de tratamento.

Agora, se o tratamento for contra a proliferação de algas, siga os passos abaixo (lembre-se de sempre atentar às orientações do fabricante):

  • Caso haja material orgânico na piscina, peneire e retire tudo o que for possível. Em seguida, escove todas as paredes laterias com a escova acoplada à haste da peneira e depois faça isso no fundo. Esta etapa é muito importante para que o problema não volte a ocorrer;
  • Posteriormente, faça os testes de alcalinidade e PH da água. A faixa ideal de alcalinidade é entre 80 e 120ppm e a do PH, entre 7,2 e 7,8. Faça primeiro a correção da alcalinidade e posteriormente a do PH, pois é a alcalinidade que torna o PH menos sensível à variações. Se você não está habituado com esses processos, use um kit de medição e siga as instruções do fabricante do produto escolhido;
  • Aplique clarificante líquido e ligue a bomba na posição recircular por uma hora ou movimente muito a água com a haste da peneira;
  • Aplique algicida de choque, aguarde 15 minutos e desligue o sistema de filtração. Deixe agir por 12 horas;
  • Aplique floculante e ligue o filtro na posição recircular por 30 minutos, ou que o fabricante indicar.
  • Aspire rapidamente o fundo da piscina com o filtro no modo drenar. Lembre-se de que estará liberando água pelo esgoto, então seja breve e objetivo na aspiração;
  • Reponha a água perdida na drenagem;
  • Faça a cloração e não esqueça de usar proteção nas mãos e no rosto;
  • Limpe a borda da piscina na parte seca com uma esponja de lavar louças e um detergente para este fim;
  • Aguarde um dia e refaça os testes de parâmetros de alcalinidade, PH e cloro (que deve marcar entre 0,5 e 5ppm). Estando tudo ok a piscina está liberada para uso.

Como evitar que a água da piscina fique verde?

É de suma importância que você tenha tratamento adequado e constante na sua piscina. Para isto, existem vários tipos de profissionais no mercado que podem te auxiliar nesta missão. Embora estejamos dando dicas sobre o processo, queremos ressaltar que é imprescindível que você tenha o suporte de um profissional experiente e qualificado, a fim de evitar gastos e danos desnecessários à sua piscina.

Aplique constantemente os testes da água da piscina e faça as correções frequentemente. Lembre-se de que épocas de chuva ou de uso muito frequente requerem mais atenção. No mais, divirta-se!

 

Fontes: Tudo Sobre Piscina / HTH / Piscina Fácil / Piscinas.com